quinta-feira, 23 de junho de 2011
2000 Waimiri-Atroari Disappeared During the Military Dictatorship
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terça-feira, 21 de junho de 2011
MUDANÇA À VISTA?
Presenciei a emoção da comunidade diante de um sonho inimaginável: um carro da Policia Federal, luzinhas vermelhas acesas, com policiais federais e duas pessoas da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, vindo por ordem da Presidenta Dilma escutar a comunidade até escurecer. E em seguida, noite adentro, durante mais de uma hora, a cada uma das quatro pessoas ameaçadas de morte.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Criação de Abelhas do Gênero Frieseomelitta
As abelhas do gênero Frieseomelitta são nativas do continente americano, ocorrendo espécies por todo o território brasileiro. Em geral são abelhas muito pequenas. Pertencem a subfamília dos Meliponinae. São ainda pouco cultivadas, porém de mel saboroso e grande importância ecológica. Além disto, não exigem grandes esforços em seu cultivo.
Diversas espécies são popularmente conhecidas e alguns nomes são genéricos, designando diversas espécies: moça-branca (Amazonas), marmelada (Centro-oeste), püyeiwanö (Tiriyó - PA), etc. Trazem traços bem característicos como corbícula (estrutura da pata posterior que serve ao transporte de pólen) proporcionalmente muito grande.
A entrada do ninho permite a passagem de uma ou duas abelhas por vez. Logo após a entrada segue um túnel de cerume (mistura de cera e própolis) que, sem exceção, leva ao local onde é depositado o alimento da colméia (mel e pólen). Em algumas espécies o túnel chega a vinte centímetros de comprimento.
Diferente da grande maioria dos outros gêneros de abelhas sociais, as Frieseomelitta não constroem favos para abrigar as crias. Seus filhotes são dispostos em estruturas em formato de cacho. Costumam fazer seus ninhos em locais ensolarados, normalmente fendas e ocos de arvores de lenho duro. Geralmente definham quando na sombra.
Seu pólen tem sabor amargo. Já o mel é saboroso e muito denso, diferente de outras abelhas nativas que costumam ter o mel com alto teor de umidade. Ambos, mel e pólen, são armazenados em cerume, sendo os potes de pólen cilíndricos e os de mel pequenas bolotinhas sobrepostas.
Desde

Essas abelhas podem ser criadas em pequenas caixas, o modelo que indicamos é o “Adu Schwade” também chamado de “caminhãozinho”, desenvolvida por Maurício Adu Schwade em 1996 (Figura 01).
Sugere-se uma revisão dos enxames a cada 3 (três) ou 4 (quatro) meses, embora não represente problema intervalos maiores. A colheita de mel é feita apenas abrindo-se o compartimento chamado de melgueira. Com a ajuda de uma faca, descolam-se cuidadosamente os potes de mel das paredes da caixa, evitando contatos manuais. Logo retira-se a melgueira e, novamente usando a faca, os potes presos ao fundo da caixa são descolados e postos em um recipiente de boca larga, limpo, seco e com tampa. Em seguida recompõe-se a caixa cuidadosamente.
A multiplicação dos enxames deve ser feita em épocas de maior produção de mel e em colônias que apresentarem maior quantidade de cria. Os passos são os seguintes:
1. Preparar uma nova caixa e um novo local para abrigar o enxame-mãe;
2. Retira-se a tampa do ninho, cuidando para que parte da cria fique presa nesta, e coloca-se sobre a nova caixa, da mesma forma a tampa nova deve ser posta na “caixa-mãe”;
3. Abre-se a melgueira da “caixa-mãe” para retirar pequena quantidade de mel e pólen para alimento da nova colméia;
4. A nova caixa deve ocupar o lugar da “caixa-mãe” que, por sua vez, será transferida para um outro local distante no mínimo um metro do antigo.

O meliponário para essa espécie deve garantir um longo tempo de exposição diária ao sol e proteção à caixinha contra excesso de chuva, umidade e do ataque de cupins e formigas. Neste sentido o modelo utilizado pela família Schwade oferece todos os requisitos além de ocupar pequeno espaço, ser de fácil fabricação e comportar dezenas de caixas (Figura 02). Graças à docilidade entre enxames destas abelhas, esses podem ser dispostos a poucos centímetros um do outros.
O mel de Frieseomelitta representa uma oportunidade de renda monetária e, na dieta do agricultor, contribui com a melhoria de sua saúde. Porém a importância das abelhas vai além da produção de mel. Em sistemas agroecológicos como os SAF’s (sistemas agro-florestais) que incorporam grande diversidade de espécies, principalmente frutíferas, a polinização proporciona aumento de produtividade. Em relação aos ecossistemas naturais, no livro intitulado “Abelhas Uruçu: Biologia, Manejo e Conservação” (Fundação Acangaú. Belo Horizonte, 1996) os pesquisadores Warwick Kerr, Gislene Carvalho e Vânia Nascimento afirmam que as indígenas sem ferrão, “no Brasil são responsáveis, conforme o ecossistema, por
Casa da Cultura do Urubuí, 14 de Junho de 2012 (reedição de artigo apresentado originalmente na Primeira Reunião Amazônica de Agroecologia)
Por Adu Schwade e Maiká Schwade
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Conflitos Fundiários Preocupam Vereadores da Câmara Municipal de Presidente Figueiredo
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Vida e Histórias de Doroti Schwade: Texto 8
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Grilagem, Conflitos e Injustiça no Interior do Amazonas
Ora, as pessoas a que se refere o documento são agricultores familiares que há 11 anos ganham a sua vida ali.
Este senhor, João Bradão, chegou a esta comunidade como mero posseiro a cerca de sete anos, como informado pelos demais moradores da comunidade Terra Santa. Posteriormente, este senhor adquiriu um “título da terra” em que se localizam os lotes de vários agricultores familiares. Este título faz parte de uma série de outros expedidos de forma totalmente ilegal em favor de grileiros paulistas. A localização destas terras é na região de Pres. Figueiredo, e já foram considerados ilegais pelo Ministério Público Federal.
O início do problema data de 1970, quando aquelas terras eram ainda território ocupado pelos índios Waimiri-Atroari. Na ocasião o então presidente da FUNAI, Gal. Oscar J. Bandeira de Mello, negou a grileiros paulistas Certidão Negativa de Presença Indígena, documento absolutamente necessário para a expedição de qualquer titulo de terra na região amazônica. Apesar disto e de outras irregularidades, títulos ilegais foram concedidos por funcionários de cartórios e do Governo do Estado, provavelmente mediante suborno. Os lotes jamais tiveram sequer uma demarcação física.
A alguns anos o Ministério Público Federal vem questionando esses títulos pelas razões acima citadas e outras não menos consistentes. Semelhantemente a CPI da Grilagem da Câmara Federal, em 2002 denuncia estes títulos nulos e sugere a devolução imediata dessas terras à União para então poderem ser tituladas a quem de direito.
Os títulos fraudados foram passados de mãos em mãos e hoje embasam nova onda de grilagem.
A presença do João Brandão ao lado de 5 policiais na entrega do mandado de segurança contra os moradores de Terra Santa, ocorrida ontem, faz supor que o suborno à Justiça do Estado do Amazonas e aos cartórios, por parte de grileiros, ainda continua.
A região Norte vem aparecendo quase semanalmente na mídia nacional com casos de conflitos no campo. Caso o presente mandado seja executado, além do perigo de mais mortes, abre-se um precedente de graves conseqüências que ameaça mais de uma dezena de comunidades no interior do Município de Presidente Figueiredo. Venho denunciando esta situação e alertando o INCRA desde o inicio dos anos 90 para graves irregularidades na documentação dos pretensos donos de extensa área do interior do município, hoje ocupadas por centenas de famílias de pequenos agricultores.
Casa da Culltura do Urubuí, 02 de junho de 2011
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